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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Fim



Não estávamos lá,
Para enxugar a lágrima que rolava de nós dois.
Beijos, pessoas, corpos, lascívia,
Tudo foi bem servido,
Menos o amor.

As paredes, nuas, vazias,
Não temos retratos, sem sorrisos,
Só mágoas.
Mensagens telefônicas de desrespeito,
E o infinito medo de ficar só.

Apunhalamo-nos,
Cinquenta vezes?
Meu peito escorre meu rubro sangue,
E de minhas mãos o seu.
Somos ambos culpados...

A aguardada alegria se tornou sofrimento...
E depois?

Não há depois...